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8.3.17

Dia M com letra grande.


Podia começar a falar deste post contando-vos a história por detrás desta foto mas para isso estão aí o google e as aulas de história moderna. Dá para perceber que um grupo de mulheres, há muitos anos atrás, se juntou e manisfestou por melhores condições. E é isto! Não considero que seja muito relevante para a celebração do dia 8 de Março que se saiba os pormenores desse primeiro 8 de Março de 1857 mas considero muito importante que o celebremos das diferentes formas possíveis... tão diferentes e diversas quanto somos nós Mulheres.

Sabem o que gosto deste dia?
Obriga-me a pensar em nós Mulheres. No resto do ano ando tão ocupada a ser mulher que só quando chega o 8 de Março paro para olhar para a condição de Ser Mulher com alma e muita consideração. Engraçado foi que hoje o meu dia acabou por ser exactamente assim... tomando consciência de como somos... tão diferentes e tão especiais.

As senhoras lá de cima pediam menos horas de trabalho (porque eram exploradas até mais não) e salários justos (o que ainda hoje é uma batalha na maioria das empresas em Portugal) mas curiosamente eu hoje fui trabalhar no meu dia de folga e fui feliz. Feliz porque estaria uma tarde a maquilhar mulheres que não conhecia, agora já conheço um bocadinho, tornando-as exteriormente mais bonitas e transformando o seu interior, como há muito percebi que a maquilhagem tem a capacidade de fazer. Hoje, não quis "mascarar" as Mulheres com grandes artíficios, trabalhos de sombras, contourings e strombings porque independentemente de não conhecer as mulheres que se iam sentar naquela cadeira de maquilhagem tinha quase a certeza que a maioria não tem tempo nem para pôr creme hidratannte de manhã quanto mais usar 15 produtos de maquilhagem e 6 pincéis diferentes.
Assim, a maquilhagem que fiz a todas as minhas, porque agora também sou um bocadinho delas, Mulheres foi a mesma e igual à minha.


Aquela que eu designo como a "maquilhagem suficiente para nos abstrair dos nossos defeitos e sobressair a nossa beleza". Ou seja, se temos uma borbulha passamos a olhar para o espelho e tudo o que vemos é uma enorme borbulha do tamanho do rosto. Ou então é aquela mancha preta horrorosa, que para os outros quase passa despercebida e que na realidade parece um sinal de meio milímetro de largura. também podem ser as rugas dos olhos que para mostrarmos às amigas como é verdade e horroroso franzimos os olhos como se o sol nos tivesse a cegar. Assim, disfarçando (não cobrindo como maquilhagem para palhaços) os nossos olhos passam a reparar noutras coisas lindíssimas em todas nós. Sim, mesmo nessas mulheres, que já estão desse lado a dizer, que são horrorosas.

Fazer maquilhagens tão simples e humanamente possíveis de realizar em 10 minutos matinais, também é uma excelente forma de criar uma ligação e confiança maiores com as Mulheres que apareceram. Lembro-me bem de visitar lojas de maquilhagem e ser maquilhada por "make up artists" (não falo da profissão falo da atitude)  e de sair de lá fantástica mas a sentir-me a maior naba do mundo. A achar que nunca ia conseguir replicar aquela maquilhagem. E saia sempre com imensas perguntas que acabava sempre por não fazer porque a maquilhadora estava tão compenetrada em mostrar-me como era a maior do mundo e o seu nariz empinado era tão proeminente que eu até tinha medo de ser desferida num olho caso abrisse a boca.

Eu sou tão pouco assim quando maquilho (tirando as situações de trabalhos técnicos muito exigentes (como algumas das minhas noivas) em que a minha concentração nos pincéis cresce um pouquinho) que hoje tenho histórias de vida que relembro de cada uma das Mulheres que sentei naquela cadeira...

A Alice uma senhora com um casamento de 19 anos que terminou em divórcio (ainda por resolver no seu coração) e que tirou o dia, (da empresa onde é sócia com o ex-marido, e onde trabalha a actual mulher do mesmo), para se mimar e divertir com o novo namorado, um homem mais velho que não a incomodava nada que assim seja. Uma mulher com uns olhos verdes tão brilhantes e fortes que não contavam o filho que nasceu nado morto e o abandono inesperado do ex no dia em que faziam 19 anos de casados. Uns olhos de brilho cheios da luz dos seus dois filhos, e dois netos, de um outro netinho quase quase a nascer em Abril e de um homem que vive a seu lado o melhor da vida. Um vidraceiro daqueles à antiga que faz coisas fabulosas. Despedimos-nos com um beijinho.

Depois vieram a Maria e a sua filha de 11 anos Camila que não gosta nada do seu nome. Teve para se chamar Camila Jorge em homenagem ao avô mas como a mãe da Maria estava muito zangada, com o então ex marido, por este ter arranjado uma namorada, acabou por ficar só Camila. Uma menina muito atenta a todos os meus movimentos e que eu sabia que ia notar até no mais ínfimo pormenor. O serão do dia da Mulher ia ser assim, como estava ser este dia, só as duas. A mãe a mimar a filha e e filha a mimar a mãe. A Camila tinha experimentado pela primeira vez uma base no Carnaval quando se mascarou de chinesa e já estava preocupada em como a iriam maquilhar na peça onde irá representar a Branca de Neve. A Maria pediu à filha para decorar os "passos da menina" para depois conseguir repetir e tenho a certeza que assim a Camila fez. Despedimos-nos com um beijinho.

A terceira mulher foi a Tatiana que me pediu desculpa pelo português não perfeito, que a meu ver era perfeito ao pé do meu inexistente Moldavo, língua mãe da Tatiana. Ensinou-me que a lingua da Rússia e da Ucrânia tinham base escandinava e que a língua Moldava e Romena origem latina. O que esclareceu o porquê de eu achar que havia uma sonoridade e até algumas palavras comuns com o português. A Tatiana tinha imensa vontade de brincar mais com a maquilhagem mas como achava que eram precisos muitos produtos e técnicas para o conseguir acabava por se maquilhar muito pouco. Quando percebeu que era tão simples conseguir um look uau!, com pouco, pediu o nome de todos os produtos que usei. No final, gostou tanto, que já nem a preocupava as manchas de tinta na raiz do cabelo acabado de pintar, e que tinha feito questão de me evidenciar mal se sentou na cadeira. Despedimos-nos com um beijnho.

As últimas mulheres foram duas duplas de amigas. As primeiras, Ana e Matilde, jovens de 20 anos, amigas recentes, cheias de energia, smartphones sempre a apitar e pouco tempo porque tinham milhentas coisas para fazer e amigos e namorados à espera. E as últimas, Ana e Mariana (sim tinham nomes parecidos), mulheres de 30 anos, amigas de longa data, noiva e futura madrinha de casamento, com tempo de sobra para estarem... bem desde que não passasse das sete horas, altura em que a Ana vai buscar a filha à escola. 
Para a jovem Ana, que ficava super chateada porque a Matilde vai para noite com ela e nem sequer se maquilha, a preocupação era fazer alergia a bases (o que não é problema quando temos pós minerais) e adorar maquilhagem. Como uma boa amiga, ainda que muito recente, incentivou a Matilde a experimentar maquilhar-se comigo hoje e passou o tempo a elogiar os olhos fabulosos da mesma. A Matilde deu depois lugar à Ana, mas não se afastou mais do espelho porque diz que "nunca tinha me apercebido que era tão bonita!" e estava curiosa pela surpresa que ia fazer ao namorado que só a tinha visto maquilhada uma vez. A Ana, a quem perguntei o tempo todo se sentia algum desconforto na pele, descobriu que afinal há batom vermelho que lhe fica bem e o nariz ENORME (como referiu mal se sentou na cadeira) deixou de ser o centro das atenções no seu rosto. Perguntou à amiga qual dos amigos dela iriam gostar mais da maquilhagem. Despedimos-nos com um beijinho.
Já das minhas mulheres trintonas (posso chamá-las assim porque também o sou) só uma ia para se maquilhar, a Mariana que tinha acabado de vir do cabeleireiro e que há noite tinha um jantar do dia da mulher. Só com a aplicação da base saltaram logo para primeiro plano os enormes e lindos olhos castanhos e nariz perfeitamente desenhado... concordámos todas que assim era e já fiquei apalavrada como a maquilhadora para o casamento ainda a acontecer este ano. Já a madrinha que "tinha experimentado há uns tempos uma série de bases numa loja e que saiu da loja com a cara a arder" sentou-se  tranquila na cadeira, onde tranquilamente lhe maquilhei a pele muito clara e nitidamente sensível... No final agarram-se uma à outra "selfie para o facebook!!!". E lá foram... A Ana que ia ver o Benfica com o novo namorado (dos seus programas preferidos), que a mãe tinha que aprovar primeiro, e a Mariana para o jantar do dia da mulher, já que nem por skipe dava para falar com o noivo porque estava em trabalho a conduzir para a Alemanha. Despedimos-nos com um beijinho.

E é isto o porquê do Dia da Mulher (diz-me o meu marido: "que grande testamento!")... Um dia que está proibido passar em branco. 
Não porque temos que receber flores ou fazer grandes noitadas com as amigas e mulheres da nossa vida mas porque temos a liberdade de fazer aquilo que nos apetecer... ao contrário daquelas mulheres, no século 19, da foto lá de cima e de ainda demasiadas mulheres, do século 21, por esse mundo fora. 
É por essas Mulheres, que fui trabalhar na minha folga, porque me apeteceu e pude escolher dizer que não. É por essas Mulheres, que sai e me apeteceu comprar um frango assado, com dinheiro que eu ganho igual aos meus colegas homens com a mesma função, porque pode não me apetecer cozinhar quando não me apetece. É por essas Mulheres, que estou há uma hora a escrever sentada no meu sofá, com a companhia do homem mais perfeito para mim (companhia de cerca de 30 minutos que antes disso foi Benfica no café), e um copo de vinho vazio que acompanhei o frango que comi à mão, porque posso, porque não tenho de parecer uma donzela. É por essas Mulheres, que optei por ficar em casa... porque pude optar e também porque ainda estou a sofrer de stress pós-traumático depois de há 5 anos ir a um "jantar" do dia da Mulher onde a aparição dos streapers foi o momento mais calmo da noite... até apalpões de mulheres de 60 anos levei...

Como já escrevi hoje noutro sitio: "Todos os dias são nossos mas hoje o dia tem M grande".

E eu adoro ser Mulher.
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1.3.17

"What have you done Warren?"

Confesso que o título é só para ter mais visualizações. Já que, nas últimas 24 horas a barraca do anúncio do prémio da Academia para melhor filme deve ter sido do mais googlado por esse mundo fora. Vi a cerimónia toda, sem atalhos, 5 horas seguidas, anteontem durante o dia. Foi a primeira coisa que vi na TV e como anteontem tive a internet em modo off, quase total, não fazia a mínima ideia do que se tinha passado... Pelo que, o fim da cerimónia foi tão surpreendente para mim como para quem assistiu em directo. Foi super constragedor mas também me parece um exagero tanto melodrama. Aconteceu! Alguém fez borrada, provando que não há profissionais perfeitos, mesmo os que se querem fazer passar por isso, e que errar é mesmo muito humano. Eu só fiquei preocupada pelo Warren... coitadinho deve ter ficado com uns nervos. Ainda assim, gosto de imaginar que quando chegou a casa a Annete tinha à espera dele um chazinho de camomila e um Valdispert.

Mas avançando para as coisas da passadeira vermelha dos Oscars... Os homens para mim foram, este ano, os vencedores. Vejam bem esta amostra de jeitosões, estilosos, divertidos e cheios de sofisticação...

Diz um: "hoje vai de canelada que deixei as flechas na limusine"
Ao que responde o outro: " Tens sorte que não trouxe o escudo."






 







Tenho para mim que a culpa é deste senhor que, nos últimos anos, veio ensinar aos outros senhores que também se podem divertir com as roupas na passadeira vermelha. Obrigada Ryan.

Este grande e bem apessoado homem merece um grande destaque porque sou das que concorda com o título, merecido, que o Dwayne trouxe de 2016 - o homem mais sexy do planeta. Só não coloquei a fotografia em primeiro para não deixar o meu marido, ainda, mais ciumento desta "Rocha" de homem. 

Por outro lado, os homens talvez se tenham destacado mais este ano porque as senhoras me deram sono nas suas escolhas. Eu sei que está na moda um certo blasé anos 20, que leva a looks escorridos, cabelos escorridos, tudo brilhoso, cintilante ou transparente mas tudo escorrido, como corpos lambidos por panos molhados. Mas seria mais uma razão para adornarem os looks com acessórios, sapatos, cabelos e maquilhagem mais mais mais.

A minha favorita, (categoria onde só entram aquelas que me fazem dizer Uau! assim que lhes ponho a vista em cima) foi a Taraji P. Henson. Aliás, na postura da actriz e atitude nota-se bem que ela se achou, e com razão, a mais linda da noite.



Eu sei que repito a mesma coisa todos os anos mas continuo a afirmar que nenhum look pode ser vencedor se não for completo e perfeito da pontinha do dedo do pé ao cabelo. O vestido Alberta Ferretti veste a Taraji como uma segunda pele, tem a cor perfeita que faz exaltar o dourado da pele da actriz e o corte que nos põe a invejar o corpo desta senhora de 46 anos. Sim, é um vestido feito à medida e a cor é perfeita mas só funciona na perfeição porque a Taraji está fabulosamente maquilhada, tem um corte e cor de cabelo divinais, as joias parece que nasceram com o vestido, as sandálias complementam o vestido com elegância e traz uma clutch que termina o look acrescentando os 2% que faltava ao look mas sem a qual o mesmo ficaria incompleto.

E com isto não quero dizer que é sempre obrigatório levar a malinha ou fabulosas jóias. Só o é quando o vestido o pede. Exemplo disso é as escolhas de algumas das senhoras que eu também adorei... olho para elas e vejo um look harmonioso, bonito e completo...



Este era o vestido que eu vestiria. Adoro este ar de seda meia amachucada, como quem desconstruiu um vestido de baile. Gosto porque é diferente e divertido. A Leslie Mann também é uma das minhas actrizes favoritas e a que mais rir me faz por isso sou suspeita na escolha.



Depois vêm as tais escolhas que me aborrecem... mas que ainda assim gostei muito. São aqueles cujas actrizes escolheram fabulosamente o vestido mas que se vê nitidamente que pensaram: " ai meu Deus que fico tão linda com este vestidi!!! Adoro adoro adoro! Mas que malinha ponho agora aqui?! É melhor não levar nenhuma para na estragar." Erro! Erro, minhas senhoras. Depois não são escolhidas como as mais bem vestidas nos Óscares pela Papoila. A estas faltou-lhes o tal bocadinho para ficarem perfeitas...







Depois há este vestido que é lindíssimo e uma obra de arte fabulosa mas a partir do momento que não permite a quem o veste uma pose normal, que não nos transporte para uma pintura da Madame Pompadour, é para ser usado só na passadeira de desfile de alta costura da marca.


Imaginem-no sem os tufos do lado... ficaria formidável!

Para finalizar os que para mim não foram tiros ao lado, foram tiros dados no próprio pé...
O cabelo estaria lindo não fosse estar amolgado do lado direito... terá vindo a Halle a fazer uma sesta no caminho para a festa? O xaile, as fitas e as transparências são tudo uma mistura demasiado... só demasiado.
Admiro-a pela irreverência do estilo escolhido mas a cor não deixa o estilo brilhar (num tom jóia ficaria tão mais bonito). Depois o cabelo mata tudo.

É isto. De certeza que a Scarlett estava confortável... mas só isso.
Um vestido muito bonito usado num corpo com as proporções erradas. Esta gira ficou com tronco até aos joelhos e pernas de 50cm.
Decote tão errado!!! Faz a actriz parecer que tem os ombros a derreter.

Decepção Charlize!! Escolha tão simplezinha, com um ar tão rasquinho e que ainda por cima acrescenta tanto volume (e não é do volume extra que a actriz está a ganhar para um novo papel). Disfarçava um bocadinho se a actriz tem optado por cabelo solto com volume para contrabalançar... assim parece uma cabecinha de alfinete.
Até aceitaria esta escolha maluca porque vai com o estilo da Ruth mas só se fosse impecável no corte. Repararam como repuxava na zona das axilas? 
 Se nunca tinham visto um vestido a comer uma avestruz... ei-lo!
Vestido lindo de cortar a respiração + maquilhagem e cabelo horrorosos. Até podia optar pelo cabelo lambido mas sem as farripas na testa. Já a sombra roxa até às sobrancelhas não percebo.
Um vestido a trabalhar a favor com a gravidade... tudo para baixo... e um cabelo ao estilo X-Men. Como ganhar mais 20 anos com a escolha dum vestido e penteado.
Este é daqueles que não consigo perceber porque não gosto. Só sei que quando lhe retiro a carinha laroca da sobrinha da Julia Roberts gosto mais... talvez seja um daqueles casos que o estilo não vai com a personalidade da actriz.
Se a Felicity fosse fazer o lago dos cisnes no D. Carlos estaria perfeita.
Um vestido sem piada e com medo que a actriz deixasse cair as maminhas ao chão.

A minha menos favorita (na categoria daquelas que quando ponho a vista franzo o sobrolho todo e quase me sai um NHAC!) está a Jessica Biel. O vestido é péssimo, o tom de dourado fica-lhe péssimo e aquele padrão parece que o vestido foi devorado por traças que adoram doirado. Depois tudo o resto... Quem se lembrou daquela maquilhagem?! Se era para evidenciar a pálpebra caída da Jéssica conseguiram. A coitadinha parece que até está com papos até ao nariz... porque fazem isto às pessoas? E o cabelo? Tão avozinha... especialmente neste vestido. Imaginem este vestido, ainda que eu o deteste, com o cabelinho todo bem repuxadinho lá para trás num rabo de cavalo baixo e maquilhagem dos olhos com 10% do eyeliner? Bem melhor, eu acho. A  sorte da Jessica é que é muita gira e transpirava felicidade ao lado do seu Justin.


Resumindo, este ano os homens deram uma tareia de estilo às gajas.

Para o ano há mais... e agora que venham os Globos de Ouro que adoro.


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27.2.17

O papo.

Agora era o momento em que diria "não é esse papo que estão a pensar" mas não. 

É mesmo esse o papo que estão a pensar. Aquele que incomoda quem, vai ao ginásio, e que entre um exercício e outro no colchão, durante uma aula malvada, olha-nos ao espelho a distrai-nos do jeitoso que estão a ficar as nossas coxas... em todo o seu esplendor, qual milagre de Moisés em mar Vermelho. 

As roupinhas de ginásio também não ajudam e são mesmo feitas para ser apertadinhas, jogando na maioria das vezes a nosso favor, porque conseguem pôr as gorduras, as peles e as carnes moles todas no sítio, ainda que seja o nosso primeiro dia de ginásio em 10 anos. Problemas é que também aperta, acentuando, os pipis das senhoras. Bem, eu falo por mim... não gosto nada de andar com o pito todo repenicado num espaço onde já, pela sua natureza, os homens andam sempre atentos a todas e quaisquer protuberâncias femininas. 

Nós bem que ajeitamos as licras mas quando damos por ela lá está ele a olhar para nós no espelho entre um agachamento e o outro. 

É aqui que entra a dica que vos queria dar. Há uns tempos comprei umas calças de desporto nos saldos da Oysho e qual não é o meu espanto, enquanto fazia um daqueles alongamentos de pernas abertas a 150 graus, e olhando para onde o olhar nos leva numa posição dessas digo: "olha que pessoas tão inteligentes" (disse mesmo em voz alta, aproveitando a música.).  Não é que já há calças com costuras nas virilhas em vez de ser no centro do pipi?!?! Pois que as há. Aconselho-as, como se da próxima maravilha do mundo se tratasse, para quem o papo é uma preocupação no ginásio. 

Já se forem daquelas mulheres que gostam de exibir o papo tanto como os vossos glúteos tão trabalhados quanto rabos de babuínos, então passem à frente deste post e continuem no modo exposição de protuberâncias que tanto gostam... Até porque assim, enquanto os babados olham para os vossos papos, em todo o redor do vosso corpo carregado de batidos de proteínas, não olham para o meu. 

Já conheciam estas calças? Dão ou não dão um jeitão?
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22.2.17

Nostalgia


A nostalgia é uma coisa engraçada... Há uns dias fazia um questionário para um mestrado de psicologia e tive de me deparar com questões sobre o quanto sou nostálgica. Acabei por me dar conta que grande parte da minha vida é passada em modo nostalgia. É raro o dia, na realidade não me lembro de nenhum, em que não regresse ao passado. Os momentos, coisas, pessoas, músicas... que se vão atravessando no meu dia transportam-me muitas vezes para aquele sentimento de saudade do passado - a Nostalgia. Acaba por ser sempre um momento reconfortante e não me queixo de ser assim mas tem piada tomar consciência de coisas que não me aperceberia se não me fossem perguntadas.

Agora, sempre que entro num momento nostálgico paro para pensar um bocadinho e apercebo-me como são momentos tão presentes e importantes na minha vida.

Deduzo que cada um de nós tenha gatilhos diferentes até para nos recordármos com saudade da mesma pessoa ou situação. Talvez para vocês seja o cheiro a bolo de laranja acabado de fazer, ou um programa de televisão na RTP memória, talvez o perfume dos sabonetes Feno, ou até passar por vós uma velhinha  de lenço que vos leva para aquele momento de alegria com a vossa avó. Para mim, pegando neste exemplo, essa viagem acontece de tantas formas e ontem dei -me conta duma nova... arear panelas de alumínio com o esfregão Bravo poe-me em modo nostalgia. Mais... durante o processo de lavagem sinto-me estranhamente tranquila e satisfeita e pergunto-me se a minha avó iria aprovar o meu "areado". Apesar de me separar mais de uma década do momento de agora para o momento nostálgico consigo voltar a visualizar como era tudo naquela altura. A cozinha, os montes de tachos areados (quase transformados em espelhos), a mesa a meio do espaço, a cafeteira sempre em cima do bico do fogão, a bilha azul de plástico cheia de água, os armário de cozinha azul bebé debruado a branco, a dispensa tapada com um cortinado, a janela virada para o quintal e para a roupa estendida... consigo quase sentir o cheiro a sol a tocar no meu nariz...

Até aqui, já achava que a nossa infância tinha uma influência enorme na nossa vida de adultos. E por isso, sou daquelas que se insurgem com a falta de educação, irresponsabilidade e egoísmo com que tantos pais educam os miúdos nos dias de hoje. E nem quero imaginar como será uma sociedade de preguiçosos, mimados, sem amor ao próximo, sem respeito pelos mais velhos e sem regras, adultos meninos para sempre. Isto daria todo um novo post mas não me quero perder do assunto que me apeteceu conversar aqui hoje...

Chego assim a uma conclusão, aos 35 anos (tenho sempre que fazer contas para me lembrar da minha idade): O passado é o único tempo que está presente em todos os tempos. Passado está no passado, vive no presente e inevitavelmente estará no nosso Futuro. E isso é tão bom se tivermos pessoas, memórias e ensinamentos bons para recordar.

E vocês? São pessoas tão nostálgicas quanto eu?
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21.2.17

Numa Rapidinha mas Delicioso

Nem todas as receitas têm que demorar horas a ser preparadas para serem deliciosas. Se bem que as demoradas são as minhas preferidas porque me permitem mergulhar por completo nas coisas da cozinha e assim abstrair-me do mundo à minha volta... sim, acaba por ser a minha forma de meditar. Mas continuando... há comida feita numa rapidinha que pode ser cheinha de sabor. Esta surgiu dumas asinhas de frango e duma fome imensa após um dia de trabalho... 


"Asinhas Gulosas Picantes de Frango,
 com Arroz de Açafrão e Molho de Iogurte Grego"

Ingredientes:
1kg de Asinhas de frango (partidas a meio)
1 Limão
2 colheres de sopa de Açúcar Amarelo
1 dente de Alho
2 Malaguetas secas (das pequeninas bem picantes)
4 colheres de sopa de Óleo 
Sal q.b.
4 pezinhos de Coentros

Preparação: 
Ligar o forno nos 160 graus.
Num copo misturador ou num recipiente onde possam usar a varinha mágica, juntar e triturar o sumo do limão, o açúcar, o alho, as malagueta e o sal. Juntar, mantendo a varinha a trabalhar, num fio continuo o óleo. Resultando numa emulsão (uma coisa assim como um liquido com mais corpo e viscoso) ao qual se juntam os coentros picados (sem triturar). 
Colocar num tabuleiro de forno as asinhas e dar-lhes um bom banho com a marinada anterior... massagem incluída. Comida com amor tem de ser tocada sem medos ou nojos.
Colocar no forno, pré-aquecido a 160 graus, por 20 minutos. Após os quais, aumentamos a temperatura para os 180 para caramelizar, toda a gulodice da marinada, por mais 15 minutos.

No entretanto preparar o Arroz de Açafrão: 
Cobrir o fundo duma cacarola com Azeite e 2 colheres de café de Açafrão. Deixar fritar por uns segundos (cuidado para não queimar mantendo o tom amarelo mostarda e não deixar passar a laranja acastanhado). Verter uma chávena de chá de Arroz e deixar fritar, até começarem a ouvir aquele sonzinho de pipocas a saltar, altura em adicionamos 2 chávenas de Água a ferver e temperaramos de sal. Deixar cozinhar em lume médio até ficar sem água e tapar depois do lume já desligado.
Na hora de servir polvilhar com Sementes de Papoila (também podem ser outras sementes como chia por exemplo) para adicionar crocante divertido à receita.

Enquanto o Arroz cozinha e as Asinhas estão a caramelizar preparar o
  Molho de Iogurte Grego:
Num recipiente juntar um Iogurte Grego (com iogurte natural também fica bom só que menos cremoso), uma pitada de Sal, um dente de Alho pequeno ralado e um pé de Coentros partido aos pedacinhos com a mão.

Servir como apresentado em cima para que toda a frescura e atrevimento do molho fresco de iogurte se envolva com a malandrice gulosa e picante das asinhas e o sabor térreo com surpresas estaladiças do arroz de açafrão.

Feito Com Amor
Bom Apetite!

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20.2.17

Sono De Beleza

"Preciso do meu sono de beleza."

Quantas vezes já ouvimos frases como esta? Muitas vezes, posso quase dizer com certeza absoluta.
E quantas dessas vezes nos questionámos sobre o seu verdadeiro significado? (De repente senti-me o Diogo Infante no "Cuidado Com a Língua"). Poucas, certo? Na realidade não tem grande mistério... A nossa pele é atingida durante o dia por agressões constantes, sejam elas a poluição, o ar condicionado, os raios UV e até a nossa alimentação. Estando o nosso organismo em modo alerta e protecção durante as horas que estamos acordados resta-nos as horas do óó para recuperar dos danos sofridos. Há já, e não é novidade de agora, muitos estudos científicos que comprovam que o "sono de beleza" só o é quando dormimos pelo menos umas boas 8 horas de soninho. Tempo para a pele, com os seus próprios mecanismos de regeneração, "limpar" a pele de toxinas, repor a barreira protectora da pele e accionar os mecanismos de criação de nova e revigorada pele do seu interior para fora. (Sendo que este último mecanismo é coisa para demorar uns trinta dias a acontecer por completo. Já que ninguém acorda e tem na almofada pele velha caída, como acontece com as cobras.).

Muito bem, "sim senhoras", a pele precisa de 8 horas de verdadeiro sono para acordar fresca, revigorada e preparada para mais um dia. E quantos de nós dorme 8 horas? Pois. É então que faz sentido que surjam uns auxiliares de sono para a nossa pele e não é de estranhar que surjam amigos cosméticos com nomes tão esclarecedores quanto a Máscara "Beauty Sleeping Mask" da SHISEIDO. 


Na prática esta máscara, com uma textura em gel muito fresca que deve ser colocada de forma generosa por todo o rosto (excepto contorno ocular) pouco antes de dormirmos, promete que ainda que não consigamos dormir 8 horas, podemos acordar com um ar repousado, luminoso e hidratado... ou invés de murcho, baço e cheio de marcas da almofada. É uma máscara transversal a todas as idades, tipos e estados de pele. Ou até para maridos muito constipados que de tanto se assoarem ficam com a pele irritada (experimentado in loco).
Eu, que descobri a diferença, para a positiva, que uma máscara semanal pode fazer na minha pele fiquei curiosa com esta pela sua simplicidade de aplicação e promessa. Não substituindo a minha máscara remodelante preferida de sempre, posso afirmar que a máscara "Beauty Sleeping Mask" fez realmente diferença no meu acordar no dia seguinte à sua utilização. A melhor forma de vos descrever a minha experiência é dizer-vos que na manhã seguinte, a dormir na companhia da "Beauty Sleeping Mask", a minha pele acordou à mesma hora que eu. E não após 2 horas de eu estar a pé como costuma acontecer nos meus piores dias de sono.

É decididamente uma máscara a incluir na minha rotina de beleza. E parece-me que se pode tornar a máscara de beleza de cabeceira, e melhor amiga, das mamãs, das stressadas, das "workaholics", das só muito cansadas, das notívagas, das padeiras, das policias, das com mau dormir, das que não resistem a ficar mais umas horinhas no sofá a ver uma maratona da sua série preferida até às tantas, das que foram sair até tarde com as amigas, ..., de todas nós afinal.
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9.2.17

Um vinagre, um azeite, um sal ou mesmo uma pimenta... é raro.

Ontem, dizia-me uma ex formanda "Eu também gosto muito de cozinhar mas você... Faz umas coisas... eu até mostro as fotos à minha irmã e pergunto-lhe "mas como é que ela se lembra destas coisas?"". Eu respondo sempre da mesma forma: "Porque gosto. Porque é feito com amor.". Mas também porque sou curiosa, porque me inspiro noutros cozinheiros. Porque vou absorvendo de programas televisivos de culinária quais os parceiros ideais na cozinha. Por exemplo, eu sei que tomate liga com oregãos. Então exploro essa combinação das maneiras que me for lembrando, por mais tontas que pareçam. Cozinhar com alma é isso... É experimentar, provar coisas diferentes, arriscar (também há receitas que me correm muito mal), não me agarrar ao seguro. Pegar na minha história e usar os ingredientes de sempre e ir escrevendo novas histórias, juntando as histórias dos outros e combinando ingredientes de sempre com os novos, e fabulosos, que vou conhecendo.

Assim, na minha cozinha, raramente há um vinagre, um azeite, um sal ou mesmo uma pimenta. Hoje foi dia de comprar vinagre...


E lá vêm 3 vinagres a juntar ao balsâmico e ao vinagre de tomate de Ribatejo que está no armário dos temperos. Ali, o de fambroesa, é novidade para mim e já estou desejosa de o experimentar... hummm está a nascer uma sobremesa na minha cabeça.

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